Deficiência Auditiva
Deficiência auditiva (também conhecida como hipoacusia ou surdez) é a incapacidade parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças.
No passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de déficit de inteligência. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-se que eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência em virtude dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade de comunicação entre surdos e ouvintes. Porém, o desenvolvimento das diversas línguas de sinais e o trabalho de ensino das línguas orais permitiram aos surdos os meios de desenvolvimento de sua inteligência.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre
Como se percebe através desse texto a deficiência auditiva não é nenhum bicho de sete cabeças, é uma deficiência que pode ser tratada estimulando a pessoa que a possui... nosso objetivo através desse blog é mostrar a capacidade que um deficiente auditivo possui e os preconceitos e dificuldades que eles sofrem ao longo de suas vidas
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Isaías Leão, história de superação
O Deficiente auditivo e a Sociedade…
Durante muitos anos, os indivíduos portadores de deficiências eram considerados pela sociedade como sendo aberrações da natureza. Estes eram consequentemente associados à imagem do diabo e a actos de feitiçaria por serem diferentes dos restantes membros da sociedade.
As perseguições, os julgamentos e até mesmo as mortes foram, na Idade Média, a forma “mais eficaz” de resolver estes problemas.
As pessoas com deficiências auditivas não fugiram à regra, sendo vítimas de muitas destas perseguições, uma vez que eram vistas como pessoas diferentes e, portanto, incompreensíveis aos olhos de quem as rodeava.
Porém, a partir do séc. XX, os portadores de deficiências passam a ser vistos como cidadãos com direitos e deveres de participação na sociedade, mas sob uma óptica assistencial e caritativa.
A primeira directriz política dessa nova visão aparece em 1948 com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. "Todo ser humano tem direito à educação."
A partir de então, vários foram os progressos que se fizeram nesse mesmo sentido, até que nos encontramos, actualmente, perante uma mentalidade muito mais aberta, justa, …
Qual a diferença entre surdez e deficiência auditiva?
Por vezes, as pessoas confundem surdez com deficiência auditiva. Porém, estas duas noções não devem ser encaradas como sinónimos.
A surdez, sendo de origem congénita, é quando se nasce surdo, isto é, não se tem a capacidade de ouvir nenhum som. Por consequência, surge uma série de dificuldades na aquisição da linguagem, bem como no desenvolvimento da comunicação.
Por sua vez, a deficiência auditiva é um défice adquirido, ou seja, é quando se nasce com uma audição perfeita e que, devido a lesões ou doenças, a perde. Nestas situações, na maior parte dos casos, a pessoa já aprendeu a se comunicar oralmente. Porém, ao adquirir esta deficiência, vai ter de aprender a comunicar de outra forma.
Em certos casos, pode-se recorrer ao uso de aparelhos auditivos ou a intervenções cirúrgicas (dependendo do grau da deficiência auditiva) a fim de minimizar ou corrigir o problema.
A surdez
A surdez caracteriza-se por um impedimento sensorial que causa no indivíduo danos nos níveis lingüístico, cognitivo, emocional, social e escolar, entre outros. Por provocar estas dificuldades, a surdez pode gerar sérias limitações na vida do surdo. É importante ressaltar que a linguagem é a principal função mental do ser humano, sendo a capacidade de utilizá-la o fator que o difere de outros animais.
A surdez pode provocar no indivíduo um grave bloqueio comunicativo acarretando na impossibilidade de compartilhar e participar da sociedade, o que leva a criança surda a sofrer sérias dificuldades escolares e o adulto surdo a incapacidade de inserção no mercado de trabalho.
Este é infelizmente o retrato da maior parte dos surdos brasileiros que, segundo documento do Senado Federal, representam mais de 2,5 milhões de brasileiros, e que segundo estimativas mundiais, deste contingente apenas 15% atingem o nível secundário e 1% o nível universitário.
Atualmente a surdez pode ser diagnosticada nos primeiros meses de vida da criança. Com uma boa adaptação de prótese auditiva, intenso trabalho de terapia fonoaudiológica e estimulação da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), a criança surda pode desenvolver a linguagem e freqüentar a escola com a mesma idade das crianças ouvintes e na fase adulta trabalhar, constituir família e participar ativamente da sociedade.
A terapia fonoaudiológica tem como objetivo desenvolver na criança surda a modalidade oral e escrita da Língua Portuguesa através de recursos específicos. Para a obtenção do sucesso desejado é necessário uma estimulação auditiva intensa. A grande maioria dos surdos possuem resíduos de audição que podem ser estimulados na terapia com auxílio de instrumentos específicos, provocando uma melhora na discriminação auditiva e possibilitando ao surdo compreender sons e seqüências de fala previamente trabalhadas. Com a utilização da audição residual e da leitura oro-facial, a criança surda poderá iniciar uma comunicação com seus interlocutores e desenvolver a linguagem. Este no entanto é um processo bastante longo, durando em torno de 10 anos, sendo o resultado final dependente dos diversos aspectos mencionados a seguir.
A história da educação do surdo data de cerca de 300 anos, sendo que nos seus primórdios havia pouca compreensão da psicologia do problema, e os indivíduos deficientes eram colocados em asilos. A surdez, e a conseqüente mudez, eram confundidas com uma inferioridade de inteligência. É verdade porém, que a ausência da linguagem influi profundamente no desenvolvimento psicossocial do indivíduo. Felizmente, o deficiente auditivo pode aprender a se comunicar utilizando a língua dos sinais, ou a própria língua oral. A compreensão da fala através da forma motora dos sons nos lábios e movimentos da face, implícitos na produção de elementos fonéticos, aliada à utilização dos resíduos auditivos, fazem parte das diversas metodologias de oralização. Adquirindo a língua oral, o indivíduo pode se integrar melhor à sociedade a que pertence, e melhor desenvolver suas potencialidades.
As perdas auditivas foram divididas em grupos de acordo como a localização da lesão. As perdas auditivas localizadas entre o ouvido externo e janela oval (ou seja, no ouvido médio) ocasionam perdas de condução. As localizadas entre a janela oval e as áreas medulares do cérebro, ou no interior destas áreas, ocasionam perdas de percepção.
As perdas de condução e percepção chamamos de perdas mistas. As implicações das perdas auditivas variam segundo as pessoas e as circunstâncias. Por isto a relevância de se ressaltar diferentes graus de perdas, tendo em vista as perpectivas de intervenção. As perdas auditivas muitas vezes acontecem não só em termos de intensidade, mas também em frequência (inteligibilidade e distorção auditiva).
As perdas auditivas são classificadas também em relação ao seu grau (Devis e Silverman, 1986), em:
audição normal ou com pequena perda - perda de até 25 dB;
perdas leves - perda de 25 a 40 dB;
perdas moderadas - perda de 41 a 70 dB;
perdas severas - perda de 71 a 90 dB;
perdas profunda - perda superiores a 91 dB.
Mesmo com uma surdez apenas parcial, a fala costuma ser prejudicada, sendo necessário auxílio de especialistas para corrigir os distúrbios decorrentes. As perdas leves e moderadas, por exemplo, provocam danos específicos na fala, tais como as trocas, omissões e distorções de fonemas. Já as perdas severas e profundas provocam uma grande dificuldade em todo o processo de aquisição da linguagem.
A sensibilidade do ouvido recolhe do mundo a sua volta os sons e os conduz aos centros medulares que os codifica nums diversidade de representações neuronais. A audição é um sentido que funciona de forma ininterrupta, colocando o indivíduo em constante contato com o meio. É o principal canal para a aquisição da linguagem na modalidade oral.
A aquisição da linguagem ajuda a criança a desenvolver seus conceitos sobre o mundo e está interligada ao desenvolvimento das capacidades mentais. Além disto, a educação auditiva depende das inter-relações sociais, culturais e emocionais da criança surda.
Fonte: www.ines.gov.br(Instituto nacional de educação de surdos)
Alfabeto de libras
Este é o alfabeto da lingua brasileira de sinais, libras. Geralmente os deficientes auditivos também não desenvolvem a fala então eles tem de se comunicar por sinais.



