Deficiência Auditiva

Deficiência auditiva (também conhecida como hipoacusia ou surdez) é a incapacidade parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças.

No passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de déficit de inteligência. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-se que eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência em virtude dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade de comunicação entre surdos e ouvintes. Porém, o desenvolvimento das diversas línguas de sinais e o trabalho de ensino das línguas orais permitiram aos surdos os meios de desenvolvimento de sua inteligência.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

Como se percebe através desse texto a deficiência auditiva não é nenhum bicho de sete cabeças, é uma deficiência que pode ser tratada estimulando a pessoa que a possui... nosso objetivo através desse blog é mostrar a capacidade que um deficiente auditivo possui e os preconceitos e dificuldades que eles sofrem ao longo de suas vidas

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Isaías Leão, história de superação



Nascido em 26 de julho de 1973 no município de Nazaré da Mata-PE, Isaías Leão Machado Félix, morou durante toda a sua infância em Tracunhaém-PE, cidade conhecida pela arte do barro. Aos dois anos contraiu meningite, o que lhe causou surdez profunda bilateral.
     Isaías Leão despertou o interesse por aprender a arte do barro aos cinco anos com seu avô Manoel Leão (em memória), que o influenciou a ponto de se transformar num extraordinário artista plástico anos mais tarde. Viveu com sua mãe biológica Marinêz Leão em um circo, onde era conhecido como “Palhaço Zaza”, chegando a fazer apresentações dos quatro a sete anos de idade. Aos nove anos de idade acreditava ser o único com surdez em todo o mundo, foi então que conheceu outro surdo e passou a ter uma visão diferenciada do mundo e dele mesmo.
     Em 1983, teve iniciativa em procurar uma escola, pois até então nunca havia estudado em decorrência de sua mãe não firmar raízes em um só lugar. Com apenas 10 anos ajudava professores e surdos com o estudo da Língua de Sinais, sua Língua Materna.
     Mudou-se para Brasília em 1984 com a sua adorável professora e psicóloga Geralda Félix, que o adotou como filho após a experiência desagradável de ter sua saudosa mãe, Marinêz Leão, falecida em seu pequenino colo. Com todos os acontecimentos e sob orientação de sua mãe Geralda, essa criança tornou-se um adulto determinado e militante na causa da pessoa com surdez, bem como todo cidadão que vive a desigualdade em diferentes âmbitos da sociedade.
     Muito envolvido com o estudo de Artes Plásticas e Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), fez diversos estudos no Brasil e no exterior. Participou na elaboração do livro ‘Ensino da Língua Portuguesa para Surdos, Caminhando para a Prática Pedagógica – MEC’. Elaborou também materiais pedagógicos para o ensino da LIBRAS em seus cursos promovidos para surdos e seus familiares e pessoas interessadas em geral.
     Isaías Leão fundou a Associação Sociocultural dos Surdos de Planaltina - DF e a Associação Sociocultural dos Surdos de Sobradinho - DF, ao perceber que estas cidades tinham grande demanda em relação a pessoas surdas que, sempre à margem da sociedade e desprovidos de quaisquer informações, tinham pouquíssimos recursos para viver em sociedade. A falta de intérpretes, pessoas capacitadas para fazer o intermédio da comunicação em quaisquer atividades ou necessidades básicas como: educação, saúde, justiça, trabalho, dentre outras, é um dos fatores que intensificam a dificuldade para a inclusão social. Muitos que até então desconheciam a Língua de Sinais, Língua Materna dos surdos, puderam com a fundação destas associações convencerem-se da importância da língua e do seu aprendizado. Assim, cresceu positivamente a participação dos surdos em muitos âmbitos da sociedade. O empenho de Isaías Leão conjuntamente com parcerias incitou motivação aos Surdos com relação à formação educacional e profissional, trabalhando o lema: Capacidade dos Surdos e não discriminação Social.
     Isaías Leão vive mostrando a sua capacidade com garra e determinação ao conscientizar as pessoas da cultura, das diferenças e potencialidades dos Surdos, para que não sejam mais estigmatizados por uma sociedade desprovida de conhecimento a respeito da realidade Surda. Preocupado com a situação das pessoas com necessidades especiais e com a sociedade em geral, Isaías luta para acabar com a desigualdade social, por um presente e um futuro melhor através de uma educação antidiscriminatória, que atenda às suas necessidades e de uma política que contribua para o respeito e reconhecimento desses cidadãos.
     Atualmente Isaías Leão é Artista plástico, Professor e Pesquisador de LIBRAS e militante na causa da pessoa Surda. Acredita na potencialidade das pessoas com necessidades especiais e de todas as pessoas que acreditam que juntos possam mudar atual realidade. Seu desejo maior é de cumprir fielmente a parte que a ele corresponde para uma sociedade mais humana, mais honesta, mais brasileira.


      “O preconceito é o primeiro estágio da doença incurável da alma... fugindo de seu ‘defeito’ a pessoa age com preconceito!”
                                                                                                    Isaías Leão e Andreza Leão

O Deficiente auditivo e a Sociedade…


Durante muitos anos, os indivíduos portadores de deficiências eram considerados pela sociedade como sendo aberrações da natureza. Estes eram consequentemente associados à imagem do diabo e a actos de feitiçaria por serem diferentes dos restantes membros da sociedade.
As perseguições, os julgamentos e até mesmo as mortes foram, na Idade Média, a forma “mais eficaz” de resolver estes problemas.
As pessoas com deficiências auditivas não fugiram à regra, sendo vítimas de muitas destas perseguições, uma vez que eram vistas como pessoas diferentes e, portanto, incompreensíveis aos olhos de quem as rodeava.
Porém, a partir do séc. XX, os portadores de deficiências passam a ser vistos como cidadãos com direitos e deveres de participação na sociedade, mas sob uma óptica assistencial e caritativa. 
A primeira directriz política dessa nova visão aparece em 1948 com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. "Todo ser humano tem direito à educação." 
A partir de então, vários foram os progressos que se fizeram nesse mesmo sentido, até que nos encontramos, actualmente, perante uma mentalidade muito mais aberta, justa, … 

Qual a diferença entre surdez e deficiência auditiva?


Por vezes, as pessoas confundem surdez com deficiência auditiva. Porém, estas duas noções não devem ser encaradas como sinónimos. 
A surdez, sendo de origem congénita, é quando se nasce surdo, isto é, não se tem a capacidade de ouvir nenhum som. Por consequência, surge uma série de dificuldades na aquisição da linguagem, bem como no desenvolvimento da comunicação.
Por sua vez, a deficiência auditiva é um défice adquirido, ou seja, é quando se nasce com uma audição perfeita e que, devido a lesões ou doenças, a perde. Nestas situações, na maior parte dos casos, a pessoa já aprendeu a se comunicar oralmente. Porém, ao adquirir esta deficiência, vai ter de aprender a comunicar de outra forma.
Em certos casos, pode-se recorrer ao uso de aparelhos auditivos ou a intervenções cirúrgicas (dependendo do grau da deficiência auditiva) a fim de minimizar ou corrigir o problema. 

A surdez




A surdez caracteriza-se por um impedimento sensorial que causa no indivíduo danos nos níveis lingüístico, cognitivo, emocional, social e escolar, entre outros. Por provocar estas dificuldades, a surdez pode gerar sérias limitações na vida do surdo. É importante ressaltar que a linguagem é a principal função mental do ser humano, sendo a capacidade de utilizá-la o fator que o difere de outros animais.
A surdez pode provocar no indivíduo um grave bloqueio comunicativo acarretando na impossibilidade de compartilhar e participar da sociedade, o que leva a criança surda a sofrer sérias dificuldades escolares e o adulto surdo a incapacidade de inserção no mercado de trabalho.
Este é infelizmente o retrato da maior parte dos surdos brasileiros que, segundo documento do Senado Federal, representam mais de 2,5 milhões de brasileiros, e que segundo estimativas mundiais, deste contingente apenas 15% atingem o nível secundário e 1% o nível universitário.
Atualmente a surdez pode ser diagnosticada nos primeiros meses de vida da criança. Com uma boa adaptação de prótese auditiva, intenso trabalho de terapia fonoaudiológica e estimulação da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), a criança surda pode desenvolver a linguagem e freqüentar a escola com a mesma idade das crianças ouvintes e na fase adulta trabalhar, constituir família e participar ativamente da sociedade.
A terapia fonoaudiológica tem como objetivo desenvolver na criança surda a modalidade oral e escrita da Língua Portuguesa através de recursos específicos. Para a obtenção do sucesso desejado é necessário uma estimulação auditiva intensa. A grande maioria dos surdos possuem resíduos de audição que podem ser estimulados na terapia com auxílio de instrumentos específicos, provocando uma melhora na discriminação auditiva e possibilitando ao surdo compreender sons e seqüências de fala previamente trabalhadas. Com a utilização da audição residual e da leitura oro-facial, a criança surda poderá iniciar uma comunicação com seus interlocutores e desenvolver a linguagem. Este no entanto é um processo bastante longo, durando em torno de 10 anos, sendo o resultado final dependente dos diversos aspectos mencionados a seguir.
A história da educação do surdo data de cerca de 300 anos, sendo que nos seus primórdios havia pouca compreensão da psicologia do problema, e os indivíduos deficientes eram colocados em asilos. A surdez, e a conseqüente mudez, eram confundidas com uma inferioridade de inteligência. É verdade porém, que a ausência da linguagem influi profundamente no desenvolvimento psicossocial do indivíduo. Felizmente, o deficiente auditivo pode aprender a se comunicar utilizando a língua dos sinais, ou a própria língua oral. A compreensão da fala através da forma motora dos sons nos lábios e movimentos da face, implícitos na produção de elementos fonéticos, aliada à utilização dos resíduos auditivos, fazem parte das diversas metodologias de oralização. Adquirindo a língua oral, o indivíduo pode se integrar melhor à sociedade a que pertence, e melhor desenvolver suas potencialidades.
As perdas auditivas foram divididas em grupos de acordo como a localização da lesão. As perdas auditivas localizadas entre o ouvido externo e janela oval (ou seja, no ouvido médio) ocasionam perdas de condução. As localizadas entre a janela oval e as áreas medulares do cérebro, ou no interior destas áreas, ocasionam perdas de percepção.
As perdas de condução e percepção chamamos de perdas mistas. As implicações das perdas auditivas variam segundo as pessoas e as circunstâncias. Por isto a relevância de se ressaltar diferentes graus de perdas, tendo em vista as perpectivas de intervenção. As perdas auditivas muitas vezes acontecem não só em termos de intensidade, mas também em frequência (inteligibilidade e distorção auditiva).
As perdas auditivas são classificadas também em relação ao seu grau (Devis e Silverman, 1986), em:
audição normal ou com pequena perda - perda de até 25 dB;
perdas leves - perda de 25 a 40 dB;
perdas moderadas - perda de 41 a 70 dB;
perdas severas - perda de 71 a 90 dB;
perdas profunda - perda superiores a 91 dB.
Mesmo com uma surdez apenas parcial, a fala costuma ser prejudicada, sendo necessário auxílio de especialistas para corrigir os distúrbios decorrentes. As perdas leves e moderadas, por exemplo, provocam danos específicos na fala, tais como as trocas, omissões e distorções de fonemas. Já as perdas severas e profundas provocam uma grande dificuldade em todo o processo de aquisição da linguagem.
A sensibilidade do ouvido recolhe do mundo a sua volta os sons e os conduz aos centros medulares que os codifica nums diversidade de representações neuronais. A audição é um sentido que funciona de forma ininterrupta, colocando o indivíduo em constante contato com o meio. É o principal canal para a aquisição da linguagem na modalidade oral.
A aquisição da linguagem ajuda a criança a desenvolver seus conceitos sobre o mundo e está interligada ao desenvolvimento das capacidades mentais. Além disto, a educação auditiva depende das inter-relações sociais, culturais e emocionais da criança surda.
Fonte: www.ines.gov.br(Instituto nacional de educação de surdos)

Alfabeto de libras



Este é o alfabeto da lingua brasileira de sinais, libras. Geralmente os deficientes auditivos também não desenvolvem a fala então eles tem de se comunicar por sinais.

língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais (língua gestual) usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei. É derivada tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa; por isso, é semelhante a outras línguas de sinais da Europa e da América. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, como comprova o fato de que em Portugual usa-se uma língua de sinais diferente, a língua gestual portuguesa (LGP).
Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis lingüísticos como: fonologiamorfologiasintaxe e semântica. Da mesma forma que nas línguas orais-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem ítens lexicais, que recebem o nome de sinais. A diferença é sua modalidade de articulação, a saber visual-espacial, ou cinésico-visual, para outros. Assim sendo, para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos, os quais, juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Assim, a Libras se apresenta como um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como qualquer língua, também existem diferenças regionais, portanto deve-se ter atenção às variações praticadas em cada unidade da Federação.
Fonte: Wikipédia
Além dos sinais os surdos também utilizam as expressões faciais para demonstrar o que estão sentindo.